sexta-feira, 11 de março de 2011

Avoadinhos em Roma

Chegamos em Roma, vôo agradável e um pouso tranqüilo, com direito a uma maravilhosa vista dos Alpes (nosso próximo destino). O lanche a bordo perdia feio para o da GOL (e a gente ainda reclama), e para completar a gente ainda estava dormindo e pediu à aeromoça para trazer o nosso. Ao menos ela era simpática. Cortesia como a TAM, nem a AF! Ao nosso lado, um velhinho simpático (e gripado) que de vez em quando dava um espirro e compartilhava com os demais passageiros os vírus de sua gripe. Fora isso, tudo tranqüilo a bordo do A320 da AF, com um piloto trilingue (Francês/Inglês/Italiano).
Já na chegada ao aeroporto, o primeiro cartão de visita de Roma: o aeroporto não é dos mais organizados (a exemplo de toda a Roma). Basta dizer que os passageiros desembarcam pelo mesmo lugar onde os demais passageiros do aeroporto embarcam e que não tinha ninguém para orientar. Descobrimos onde estava a nossa esteira de bagagem (tão longe quanto no CDG, mas muito pior em se tratando de sinalização/informação). Recuperamos a bagagem e buscamos por informação. Uma simpática funcionária do aeroporto nos informou a respeito do táxi e falou que o hotel, apesar se ser ‘perto’ do aeroporto não dava para ir a pé. Ainda bem que acreditamos nela, pois o ‘perto’ dela era mais ou menos uns 10 minutos de carro, rodando a uns 140 km/h na Autoroute! Lolo, coitada, já chegou verde ao hotel. Depois do check-in, cama! Estávamos todos exaustos depois da manhã corrida em Paris em busca do meu terno que na verdade era modelo feminino (nós dois tivemos sérios problemas com relação a isso até aqui).
Ainda dei uma volta no quarteirão e encontrei uma pizzaria que vendia no self-service e trouxe um pouco de comida para nós e uma coca-cola. Finalizamos a noite numa cama com colchão mole demais e no dia seguinte nossas colunas já davam sinais de severas avarias. Ô saudade de casa! ;-)

domingo, 6 de março de 2011

O metro pifou...

Chegamos no metro, e um infeliz vagão estava quebrado no sentido Paris. Os dois guejos em vez de voltar pro hotel e curtir a cama para descansar, resolvem ir no sentido contrario, esquecendo que o problema iria se propagar rapidamente nas demais estações, já que os trens que passavam no sentido contrario não conseguiriam voltar se o trem quebrado não saísse do caminho. Era umas 18h e a previsão de conserto era para as 19:40h.
Vamos felizes para um pseudo shopping. Sim, ele só tinha cinemas (18) e alguns restaurantes (comida chinesa, indiana, mexicana, grega, pizza, grelhados, etc). Como o lugar era sem graça, resolvemos atravessar a autoroute (um estrada cheia de carros velozes). Algo fácil, se não fosse o frio e o cansaço nas pernas (cansadas desde a viadagem de Napoleão no arco...). Coitados de nós! Chegamos no shopping de verdade, do outro lado da pista, andamos em busca de luvas (algo inexistente por aqui, pois o inverno já acabou – nós que somos coitados e insistimos em achar algo para proteger nossas mãos). Shopping visto e a indecisão ainda reinava sobre o jantar. Opções demais dá nisso... Decidimos pela pizza e voltamos para o “shoppping de origem”. Nessa hora, o cansaço imperava. Não era longe, mas literalmente estávamos “andando por inércia” (Peróla de Lolo). Após a inércia, alguém deseja profundamente que seus “pés ganhem rodinhas” para continuar no movimento pela inércia (Pérola de Igor).
Passamos na gare (estação) e nada do metro normalizar. Nova previsão 21:20h.
Jantamos na pizzaria que só tinha japonês. Sim, japa não é sinônimo só de sushi. Aqui em Paris, os japas se acham italianos e dizem que entendem de pizza. Voltamos pro metro e depois de alguns minutos de desespero, descobrimos que o metro estava ok, apesar das TVs não informarem a mesma coisa... Já estávamos contando as moedinhas pra voltar de ônibus ou a pé. Liso em é uma coisa triste...
Voltamos e quem disse que dormimos bem? O cansaço era tão grande, tínhamos tantas dores no corpo que dormimos muito mal mesmo. Na verdade, tiramos alguns cochilos...

Disney (como é bom ser criança – e roubar o Mickey das outras crianças!!!

Acordamos cedo para não perder a hora de abertura do parque: chegamos antes das 10h e depois de sair e voltar para a fila (pra variar, não tínhamos mapa nem sabíamos em qual dos parques deveríamos entrar primeiro – eram dois, só descobrimos na fila). Fomos em direção às atrações mais ao nosso estilo aventura: montanha russa (legal), piratas do caribe (sem graça) e moutain space (show de bola, até repetimos!) e depois outra lá da jornada nas estrelas (sem graça também). O parque perdeu a graça e fomos em busca dos personagens da Disney: as princesas (sem graça, segundo Lorena – e só tinha a Loira), o pai do Pinochio (que rejeitou a foto com Lorena), e depois o Anão (que também foi embora sem tirar a foto). Ah, mas Lorena não desiste fácil. Depois de acompanhar o desfile e contracenar com os personagens, ela avistou um Mickey dano sopa e não perdeu tempo: na hora em que a segurança do rato se distraiu, ela avançou sobre ele e com uma chave de braço o trouxe para perto para que eu tirasse uma foto. (\\ comentário de Lorena: o fotógrafo primeiro fez um filme para depois tirar a foto, deixando o Mickey com raiva de mim. Ah, e não fique com ciumes, Déa, foi em sua homenagem!!!). Foto tirada e Mickey bufando de raiva (e as crianças que estavam na fila também) saímos em busca de algo para comer e logo depois estava na hora da parada: um show muito legal com todos os personagens de Walt Disney (e que eu não conhecia ninguém além do Mickey, da Minnie e do Pato Donald – Lorena sabia de todas). Mais fotos e filminhos (alguns super engraçados). Voltamos para o Hotel e planejamos ir jantar naquele restaurante baratinho da Champs.
Planos frustrados, vejam o próximo post por Lorena.

O Arco do Triunfo (e o viado do Napoleão!)

O Arco é realmente muito bonito e imponente, e concordaos em subir lá. O ‘detalhe’ é que a subida era de escada! Ninguém merece: maldizemos Napoleão por não ter um elevador ali, e chegamos exaustos até o topo. Ainda bem que a vista é mesmo recompensadora: de lá, avista-se toda a Paris, a famosa Ile-de-France e pode-se ver claramente como todos os caminhos levam ao Arco. Fim de tarde, uma vista linda mesmo e agora era hora de encarar a descida (ah, se houvesse possibilidade de descer de rapel, certamente tentaríamos). Ao chegar lá em baixo, havia uma cerimônia militar em homenagem ao famoso soldado desconhecido (que eu jurava ser Napoleão na primeira vez que estive lá – e Lolo mais uma vez estava certa!). Pra variar, Champs Elysee (jantamos por lá num restaurante baratinho – menos de 50 EUR para os dois, comida boa!) e voltamos para casa de barriga cheia e pernas exauridas.

Louvre e Versailhes

Acordamos e fomos na padaria amizade! Como eu gostei dessa padaria!!!
Tentamos comer sanduiche de poulet (frango), mas peguei um de frango e outro de atum por engano! Sobrevivemos!
Após o café, fomos para o metro em busca do Louvre! Ah, como tinha expectativas do museu... Chegamos lá, uma fila só para entrar na área de compra de entradas.
Ah, nos perdemos! Bigodes encontrou uma loja da Apple e ficou admirando o Iphone4. E eu, segui em busca dos ingressos. Nos achamos por engano, afinal, ele não me deu dinheiro para comprar os ingressos. Com certeza ele pensou que Leonardo da Vince ai deixar a gente entrar de graça, né?
Entramos e tinha muita gente, muito barulho, nada que lembrasse um museu. Não ficamos nem meia hora e decidimos ir para o Palácio de Versailles. A Monalisa eu vi de longe e é mais sem graça do que nos livros. Em Versailles, a primeira baixa da nossa viagem (ops, a segunda, primeiro eu perdi um gloss novinho da Natura na Champs Elysee) um lecinho roxo, velhinho, mas de estimação, que foi em busca dos jardins de Luis XIV, pois literalmente O VENTO LEVOU... E olha que a essa altura eu já tinha quase perdido as luvas umas três vezes, na novela do tira/coloca no metro.
Voltamos de Versailles, advinhem pra onde? Isso mesmo, a danada da Champs Elysse. Agora Bigodes descreverá a saga do Arco do Triunfo.

Descobrindo Paris

No dia seguinte, acordamos com todo o gás (às 11h, horário local – efeito da diferença de fuso horário). Ao lado do hotel, uma padaria onde Lorena encontrou o que ela mesma definiu como “alguém que me entende”: uma padaria (brasserie, em francês) onde compramos o nosso café da manhã pelos próximos dias. Ah, e lá a moça entendia Lorena mesmo (até acertou fazer o café com leite dela!).
Rumo à Paris, desbravamos a Champs Elysee de uma ponta a outra. Vimos de “entrada” o Arco do Triunfo (mais tarde, a segunda pérola – não percam!) e então o nossos pés gritaram por socorro: havíamos combinado de não levar tênis (compraríamos por lá, pois os últimos que compramos duraram mais de 5 anos!). Isso posto, saimos em busca dos tênis. Destino: Marne-La-Valee (local onde há um shopping que certamente teria o que estávamos procurando). Dito e feito: de tênis no pé (ah, que alívio!), compramos as entradas para a Disney, voltamos para o Hotel e de lá outra vez para Champs Elysee e caminhamos até a Torre Eiffel para comer a prometida batata frita com dogão (pena que não era mais enrolada com jornal como antes). “A vigilância sanitária da França deve ter passado por aqui”, advinha quem disse?
Voltamos (cansados e com o pés doendo já) a pé novamente para a Champs Elysee pelo caminho mais longo (apesar de Lolo insistir que havia um atalho e eu dizer que não daria tempo se a gente se perdesse – e no final, ela estava certa!). Chegamos ao hotel e quase não entramos (já passava da meia noite e o homem da recepção não sabia quem eram aqueles dois ‘doidos’ perdidos àquela hora da noite congelando na porta do hotel.
Cama! Ufa, o dia foi cheio mesmo. Amanhã tem mais!

Chegamos!!!

Chegamos em Paris, vivos e de passaporte carimbado. Nos perdemos no Aeroporto Charles de Gaule, pegamos um frio desnecessário, perguntamos a dois guardas que não eram de Paris (e não sabiam de nada para nos ajudar).
Descobrimos o metro, compramos o bilhetes! Algo que foi très chere! Ah, e meu ouvido não entendia muito o francês daqui... quem manda ficar acostumada ao Frances da Aliança?
Chegamos no Hotel, muito agradável. O mesmo que Bigodes esteve há alguns anos atrás, leia-se ano de 2005! Rsrsrs
Primeira amizade: o moço da recepção. Entendeu meu humilde francês, mas daqui a pouco Vido descambou pro inglês com minha amizade (tão simpático que até ria do meu frio...). E eu, fiquei sem graça e com vergonha, pra variar, deixei ele conversar alegremente em inglês.
Correria: tínhamos poucos minutos para chegar ao nosso jantar especial no restaurante da Torre Eiffel. Afinal, dia 28/02 – aniversário de casamento. Quem mandou ser econômico e casar no dia 29?
Pegamos o metro e chegamos na hora EXATA na torre (com 30 min de antecedência pedidos na reserva). Um frio de lascar, grrrrrrr... Eis que surge a minha primeira pérola internacional: “A Torre Eiffel é só isso? Esse moi de ferro sem graça?”. Ainda bem que meu marido concorda comigo!!!
O jantar foi um espetáculo, nossa mesa era com uma vista perfeita do Sena e de algum prédio qu não demos a devida atenção e não sabemos o nome (mas era muito bonito). Traduzimos o cardápio no metrô a caminho do restaurante para não passar vergonha.
As iguarias foram um verdadeiro show da alta gastronomia francesa, com entrada, prato principal e de sobremesa um profiteroles pra ninguém botar defeito. Duvido encontrar outro igual! Ah, com taça de champagne para brindar!
Jantamos felizes e voltamos para o hotel.

O dia do embarque

É chegada a hora de embarcar: como de costume, discutimos pela hora de chegada ao aeroporto: ela, queira chegar às 14h, e eu queria aproveitar um pouco mais meus últimos minutos em Natal (o vôo partia às 16h50min). Na fila do check-in, a primeira ‘lungada’ de Lorena com uma passageira que questionou o porquê dela (passageira) não ter prioridade no check-in e passar à frente de Loreninha pois o vôo dela iria partir às 15h50min. Ao perguntá-la qual o destino e ouvir que tratava-se de um vôo doméstico, Lorena não perdoou e respondeu com um “Desculpe, estou indo para Paris e o meu check-in deve ser feito com 2h de antecedência”. Quem pode, pode – e dessa vez ela podia!
Decolamos de Natal com destino ao Rio de Janeiro, o comandante (um dos melhores com quem já voamos – unanimidade) deu todos os detalhes possíveis quanto ao vôo: peso de decolagem e velocidade necessária na arrancada, cabeceira da pista, tempo em rota, quantidade de combustível necessária, altitude de cruzeiro, e mais um monte de informação técnica que possivelmente ninguém que não tivesse um brevê entenderia. Bem, o vôo chegou até adiantado no Rio (com tanta informação, não era pra menos). Depois nos estranharmos por um pouco depois da chegada no Rio (ela insistiu para que eu não trouxesse meu laptop mas não parava de tagarelar no Twitter – acreditem, a placa de internet 3G viajou conosco!), e de refazermos a amizade quando o painel anunciou 3 horas de atraso na partida de nosso vôo (ela confessou que ficou com medo de eu embarcar e deixá-la para trás pois eu estava com os passaportes e os bilhetes), finalmente embarcamos.
Decolagem tranqüila, e longo vôo. Tudo tranqüilo, na chega à Paris descobrimos que uma das simpáticas aeromoças que nos atendeu era Sergipana, e quase nossa vizinha em Aracaju. Pode? Eh, como Lorena diz: “Aracaju é um ovo” – e eu acrescento: “O mundo também” (não percam os próximos posts).

Os preparativos...

Depois das últimas férias (2010) em que privamos os nossos leitores do prazer de compartilhar nossas aventuras (tenham certeza, foram muitas), estamos embarcando rumo às férias mais esperadas: a nossa primeira viagem internacional! A aventura começou já com a emissão do bilhete: para fazer jus à queixa eterna de minha adorada esposa que nunca quis mudar o nome dela para agregar o meu sobrenome, menos de uma semana antes do nosso embarque é que percebemos um pequeno problema: o passaporte dela estava com o nome de solteira, e naturalmente teríamos problema em embarcar pois a passagem dela havia sido emitida com o nome de casada (Sra. Lorena de Paiva – ah, como ela odeia isso!)
Depois de idas e vindas, e de quase implorar na PF de Aracaju, conseguimos solicitar um novo passaporte para ela e recebê-lo a tempo de embarcar (para Natal, a nossa viagem começou por lá). Malas prontas (com 10 minutos de atraso da hora marcada para o táxi nos pegar em casa e levar ao aeroporto – ah, como Lorena mudou com relação a isso…), seguimos para o aeroporto de Aracaju com destino a Natal. A lista dos itens esquecidos ou daqueles que não tínhamos certeza se iriam viajar conosco começou a menos de 100 metros de nossa casa: o batom dela (ainda bem que isso não nos impediria de viajar). Ao menos nós dois, os passaportes, as malas e algum dinheiro iriam embarcar.

OBS: assim que puder, coloco as fotos!!!